Archive for 5 de abril de 2017

O caso Adriana Ancelmo e a irresponsabilidade dos defensores do caos….

abril 5, 2017

O Promotor de Justiça Fernando Martins Zaupa, escreve hoje no Estadão: “Assunto do momento nas searas jurídicas e em qualquer mesa de bar (e viva a democracia da informação) é a soltura de Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio de Janeiro. Conforme é veiculado, Adriana Ancelmo responde judicialmente por diversos e graves crimes, onde estão inseridas as atuações de diversas figuras públicas, entre as quais o ex-governador Sérgio Cabral.
Há informações de que as falcatruas narradas no processo, ante a magnitude dos valores surrupiados dos cofres públicos (bilhões) e amplitude dos tentáculos da organização criminosa, contribuíram sobremaneira para o caos a que passa o estado fluminense.
Contudo, em recente decisão monocrática de uma Ministra do Superior Tribunal de Justiça, houve validação da decisão anteriormente proferira por um Juiz Federal, com a consequente determinação da soltura de Adriana Ancelmo, e fixação de uma “prisão domiciliar”.
Entre os fundamentos para a chamada prisão domiciliar (essa pérola jurídica, a qual já tivemos a oportunidade de discorrer e desvelar seu caráter ficcional, inútil, faz de contas e vergonhoso para o senso de justiça), está a necessidade da acusada em cuidar de seus filhos de 11 e 14 anos.
E assim, no país da bandidolatria e onde a banana come o macaco, vozes das mais variadas matizes surgiram para pleitear igualdade de tratamento a milhares de criminosas detidas atualmente no país.
Os noticiários informam que inclusive a Ministra dos Direitos Humanos postulou ao Supremo Tribunal Federal (sim, também fico pensando cá com os meus botões sobre a propriedade jurídica deste pedido…) que seja aplicada a mesma medida “a todas as mulheres brasileiras em situação análoga”.
Ora, nesse país onde multidões saem às ruas para pedir o fim da violência; onde se vestem de branco ou estampam camisetas a cada assassinato, estupro, sequestro, desaparecimento de vítimas, entre outros crimes, por que ao invés de se rebelarem contra a soltura da senhora de alto poder aquisitivo que teve regrada o retorno ao lar no bairro do Lebron, invertem as coisas e direcionam suas energias para postular justamente que outras pessoas criminosas (criminosas!) sejam liberadas?
Abstraia-se esse maniqueísmo pseudomarxista de briga de classes e diferença entre ricos e pobres, antes de continuar o raciocínio e diga:
Se um juiz soltar um jogador de futebol que mata uma mulher de forma bárbara e covarde, e desaparece com o corpo. Solta um assassino que assim agindo pune tanto a vítima como também seus familiares.
Posta em liberdade um criminoso que sem escrúpulos deixa, assim, uma criança recém-nascida sem a proteção, carinho e presença da mãe para o resto de sua vida. É válido então se postular em facebook, em revistas canhestras ou mesmo frente ao Supremo Tribunal Federal, que todos os brasileiros que assassinarem a mãe de seus filhos e que estejam em mesma situação sejam postos em liberdade?
Não parece óbvio que a indignação deve se voltar para que haja o retorno do assassino à cadeia e não a soltura de outros assassinos?
Como na clássica cena do cult “Filadélfia”, protagonizada pelos grandes Denzel Washington e Tom Hanks, até mesmo uma criança de 6 anos saberia que não é porque algo inaceitável e errado foi feito e tenha beneficiado indevidamente alguém que seja certo então se postular a convalidação de atos errados e injustos para também indevidamente beneficiar a outros.
O mesmo país que gritava por punição aos chamados poderosos e possui neste momento encarcerados alguns dos empresários mais ricos do continente sul americano; que possuí trancafiadas por diversos tipos de crimes figuras políticas que outrora ocupavam os cargos mais importantes da república; que observou essa semana a condenação de mais um agente político que figurava há poucos meses na linha sucessória da presidência desta nação; esse país não pode jamais retroceder quando um caso excepcional e destoante surge para insanamente alguns postularem o liberou geral e previsível caos.
A punição, essa sim, tem que ser democrática, já que a prática de crimes afeta universalmente a todos.
Um fato que só não é aceito pelos demagogos e ‘gauches’ de plantão, e que é cediço entre os que atuam diariamente no combate à criminalidade, é que os milhares de presos hoje custodiados nos presídios, sejam eles homens ou mulheres, tenham ou não filhos para cuidar, foram sim autores de crimes que afetaram e afetam milhares e milhares de famílias que lutam nesta vida de múltiplas intempéries.
Vale lembrar que a parcela que mais sofre diariamente com assaltos, estupros, assassinatos e, principalmente, as nefastas consequências do vício do crack, da pasta base de cocaína e outras drogas, é justamente a camada mais pobre da população.
E nessa esteira, se é certo que grandes bandidos e traficantes devem ser punidos, também é certo que os milhares de criminosos que pulverizam essas drogas em pequenas quantidades devem rigorosamente ser responsabilizados, já que é a pequena quantidade que chega no nariz, boca e cérebro de crianças, adolescentes, jovens, adultos e até idosos pobres de nossa sociedade!
Pedir para soltar esses criminosos, ainda mais sob o argumento de que seus filhos precisam de seus amparos, é desferir um aviltante tapa na cara de milhares de mães, que todos os dias levantam cedo, tratam de seus filhos, levam-nos a creches, escolas, familiares ou vizinhos, tomam coletivos lotados, sofrem as mais variadas violências nos deslocamento (assédios, assaltos, etc), trabalham extenuantes horas, retomam o roteiro de retorno em casa, buscam seus filhos, passam em mercados para abastecimento do lar com o pouco do dinheiro suado e lícito, chegam cansadas em casa para outra jornada doméstica, passam a lição da honestidade em seus atos e posturas à sua prole.
E como fica essa mãe guerreira e lutadora, quando ao ligar a televisão junto de suas crias e familiares, assiste a uma minoria a invocar o título paladinos dos direitos dos humanos, regurgitando a ideia de que quem parte para o mundo fácil
do crime e não respeita ninguém deve ser contemplado com o recanto do lar?
Para que trabalhar honestamente se o fato de você partir para ofensa ao direito das pessoas e ganhar dinheiro praticando crimes, além de “não dar nada”, ainda lhe ensejará uma manada de irresponsáveis, de ONGs e até “autoridades” a lhe defender?
Essa irresponsabilidade é abissal e beira a incitação ao crime!
Faz questão de mostrar para os amigos que é defensor dos direitos humanos?
Almeja receber “likes” com postagens humanitárias?
Gosta de fazer média com a turminha da faculdade?
Precisa escrever artigos para divulgar o nome e vender seus livrinhos ou promover suas palestra$?
Então que defenda os direitos das pessoas na integralidade!
Tenha honestidade intelectual, moral e ética bastante e assuma postura proativa em todas, repito, todas as frentes de conspurcação de direitos.
Não esqueça jamais que a impunidade com os criminosos é a maior violação dos direitos humanos que pode existir, ante o massacre que esses transgressores das normas estabelecidas pelos cidadãos, a cada minuto, promovem frente aos demais seres humanos, os quais mesmo ante pressões, provações e muitas vezes sentimento de impotência, optam pelo cumprimento das leis, trabalham, lutam para educar seus filhos e não recebem visitas ou qualquer amparo de seletivos pseudodefensores de sabe-se lá o quê.
Acorda Brasil!
*Fernando Martins Zaupa
Promotor de Justiça em Mato Grosso do Sul
Especialista em Direito Constitucional
Anúncios

O colapso do discurso petista…

abril 5, 2017

Editorial do Estadão – Toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais
A derrota sofrida pelo PT na eleição municipal de São Paulo foi tão acachapante que o partido resolveu tentar descobrir, com método científico, as razões desse desastre, que foi especialmente doloroso na periferia da capital, antigo reduto petista. Para isso, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, foi aos bairros mais pobres da cidade para entrevistar os eleitores que, embora tivessem votado no partido entre 2002 e 2012, se negaram a votar em Dilma Rousseff para a Presidência em 2014 e em Fernando Haddad para a Prefeitura em 2016.
O resultado desse trabalho ilustra o quão descolado da realidade está o discurso petista voltado para os mais pobres. Mais do que isso, permite perceber que esses eleitores, diferentemente do que apregoam os ideólogos petistas, consideram o Estado, e não a “burguesia”, como seu inimigo, valorizam a meritocracia e entendem que a crise ética da sociedade não é resultado de vícios estruturais, e sim de mau comportamento individual, que deve ser resolvido, antes de mais nada, pela família.
A pesquisa foi feita entre 22 de novembro de 2016 e 10 de janeiro deste ano, baseando-se em entrevistas em profundidade com moradores de bairros periféricos de São Paulo, acima de 18 anos, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos e que deixaram de votar no PT. Ao menos 30% dos entrevistados são ou foram beneficiários de programas sociais implementados pelos governos petistas. Ou seja, é o perfil tido como característico do eleitor petista, ao menos no imaginário dos que consideram o PT representante natural dos “excluídos”.
Como hipótese, o estudo afirma que o padrão de vida na periferia melhorou como resultado direto das políticas dos governos petistas, mas essa melhoria levou os moradores a “se identificarem mais com a ideologia liberal, que sobrevaloriza o mercado”. Com a crise econômica, prossegue a hipótese, esses moradores, ao contrário do que os petistas certamente esperavam, reagiram movidos pela “lógica da competição”, isto é, pela ideia de que é preciso que cada um trabalhe duro para superar os problemas. Tal visão é incompatível com uma ideologia que anula o indivíduo em favor da “classe trabalhadora”.
De um modo geral, a pesquisa concluiu que a política “não é prioridade no cotidiano” dos entrevistados. Quando falam do tema, em geral abordam os escândalos de corrupção. O estudo constatou também que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”, isto é, os embates entre “direita” e “esquerda” ou entre “reacionários” e “progressistas” simplesmente “não habitam o imaginário da população”. Além disso, constatou a pesquisa, “a cisão entre a classe trabalhadora e a burguesia também não perpassa o imaginário dos entrevistados”. Isso significa, em outras palavras, que toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.
O estudo é obrigado a reconhecer que “o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores”, e sim “entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes”. Para os entrevistados, “todos são vítimas do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. A maioria, ademais, se disse favorável a “uma atuação mais integrada entre poder público e iniciativa privada em favor da coletividade”.
Dessa forma, segundo a Fundação Perseu Abramo, “abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’, com demanda de menos Estado”. A entidade sugere que, se quiser voltar a prevalecer nas urnas, “o campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas”. É o reconhecimento, afinal, de que a estratégia petista de hostilizar as “elites” fracassou, e é também a prova de que um projeto político que racionalize o Estado, estimule a iniciativa privada e premie os melhores e mais esforçados é eleitoralmente viável.

Pezão colocou o “pé na jaca”… Corrupção no TCE pagou R$ 900 mil em despesas, diz delator

abril 5, 2017

O esquema de corrupção no Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio teria bancado R$ 900 mil em despesas do governador Luiz Fernando Pezão. A afirmação é de Jonas Lopes Neto, filho do ex-presidente do TCE Jonas Lopes e delator do esquema ao lado do pai.
Jonas Lopes Neto disse ao Ministério Público Federal que a informação lhe foi passada por Marcelo Santos Amorim, conhecido como Marcelinho, que foi subsecretário de Comunicação do governo do Rio e é apontado pelos delatores como operador de Pezão no esquema.
Os valores teriam sido pagos por empresas de alimentação que tinham contrato com o governo e foram beneficiadas pela transferência de um fundo de R$ 160 milhões do TCE para pagamento de refeição em presídios estaduais.
O tribunal concordou em abrir mão do fundo em troca de propinas equivalentes a 15% dos contratos. Por ter intermediado a negociação com as empresas, Marcelinho ficou com 1% do valor, disseram os delatores.
Segundo o termo de colaboração, Marcelinho “apresentou ao colaborador uma anotação indicando que teria arrecadado quase R$ 900 mil junto às demais empresas (de alimentação), mas teria utilizado a quantia para pagamento de despesas do governador Pezão”.
Marcelinho foi alvo de condução coercitiva na Operação Quinto do Ouro, que prendeu na última quarta (29) cinco conselheiros do TCE.
Em sua delação, o ex-conselheiro Jonas Lopes disse que Pezão sabia dos esquemas de propina no TCE e chegou a organizar um jantar em sua casa para aparar arestas entre os outros beneficiários da propina, que discordavam entre si a respeito dos repasses.
Lopes acusou o ex-secretário de obras do estado Hudson Braga de pedir propina em nome do TCE e não repassar para o órgão. Braga foi preso em novembro pela Operação Calicute, junto ao ex-governador Sergio Cabral.
Durante um encontro regado a vinho português Barca Velha, Pezão definiu que os repasses passariam a ser acompanhados por Wilson Carlos, ex-secretário de governo de Cabral, também preso.
Por meio de nota, Pezão disse nesta segunda (3) que “que desconhece o teor das investigações e nega que tenha recebido valores ilícitos ou autorizado qualquer pessoa a receber”.
“O governador destaca que continua à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos”, conclui o texto.
ConteúdoUol, assinado pelos jornalistas LUCAS VETTORAZZO e NICOLA PAMPLONA

Urgente: Gilmar Mendes concede prisão domiciliar a detenta mãe de duas crianças…

abril 5, 2017

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu prisão domiciliar a uma mulher presa no interior de São Paulo por tráfico de drogas. O ministro entendeu que a acusada pode deixar o presídio por ser mãe de duas crianças, uma de 3 anos e outra de 6 anos. A decisão foi assinada na sexta-feira (31).
Mendes derrubou uma decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, que rejeitou o mesmo pedido feito pela defensoria pública ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao negar a soltura, a ministra usou normas internas do tribunal e entendeu que o recurso era incabível por razões processuais, sem julgar o mérito da causa. Maria Thereza também foi a responsável pela decisão que beneficiou a ex-primeira dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, com prisão domiciliar.
Ao decidir a favor da acusada, Gilmar Mendes entendeu que, apesar de o recurso ser inviável, o magistrado não pode se limitar as questões processuais ao analisar casos de constrangimento ilegal ou abuso de poder, conforme determina a Constituição.
“Não obstante as circunstâncias em que foi praticado o delito, a concessão da prisão domiciliar encontra amparo legal na proteção à maternidade e à infância, como também na dignidade da pessoa humana, porquanto prioriza-se o bem-estar do menor”, decidiu Mendes.
De acordo com o Artigo 318, do Código de Processo Penal (CPP), o juiz pode conceder prisão domiciliar a presas que têm filhos menores de 12 anos. A regra foi incluída no Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016).
A acusada foi presa em Tatuí (SP), no dia 17 de janeiro, juntamente com dois indivíduos, transportando 80 gramas de cocaína, 200 gramas de maconha e 3 gramas de crack.
Conteúdo… Isto é

ALEXANDRE DE MORAES NÃO PASSOU NO TESTE, diz o Antagonista…

abril 5, 2017

Alexandre de Moraes acaba de conceder liminar, a pedido da AGU, suspendendo a operação da PF que cumpriu mandado no gabinete da deputada Simone Morgado, mulher de Jader Barbalho.
O alvo era uma funcionária de Simone, mas a AGU alega que a ação deveria ter autorização prévia do STF. Moraes encampou a tese absurda de que a prerrogativa de função de um parlamentar se estende a seus assessores e locais de trabalho.

Gilmar Mendes e Michel Temer são “amigos íntimos” diz BBC.. Julgamento do TSE da chapa Dilma/Temer sob suspeição…

abril 5, 2017

Imprensa Mundial “ESCANCARA” ligação íntima de Gilmar Mendes e Michel Temer. Para juristas, amizade entre Temer e Gilmar levanta dúvidas sobre imparcialidade de ministro no TSE…
Temer e Mendes reconhecem publicamente a amizade e mantêm inclusive convivência privada – foram ao menos oito as ocasiões em que eles se encontraram sem registros em suas agendas oficiais desde maio passado.
Para juristas ouvidos pela BBC Brasil, essa relação é inadequada e levanta dúvidas sobre a imparcialidade de Mendes para conduzir o processo e julgar Temer. O Código de Processo Civil prevê que juízes não podem julgar “amigo íntimo” nem “aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa (que está em julgamento)”. Nessas situações, é preciso se declarar “suspeito”.
“Me parece inadequado que o presidente do TSE tenha encontros não oficiais com pessoas que eventualmente serão seus jurisdicionados (julgados por ele). Todos sabemos que há um processo extremamente delicado, com enormes consequências políticas. Tem que se preservar um certo cerimonial para resguardar a imparcialidade do julgamento”, afirma Oscar Vilhena Vieira, diretor da FGV-Direito SP.
“Quanto à suspeição, evidente que, dependendo do grau dessa amizade, em que medida ela possa gerar uma perda de imparcialidade, o ministro deveria se declarar suspeito. Não sei qual o grau dessa amizade. É uma situação delicada”, diz ainda.
O advogado Adilson Dallari, professor da PUC-SP, destaca que relações de amizade no meio jurídico são comuns. Ele mesmo diz ter amigos contemporâneos de faculdade que são desembargadores, e nem por isso se tornam automaticamente suspeitos para julgar suas causas.
“O que a lei qualifica como suficiente para gerar suspeição é a amizade íntima, é uma convivência muito mais intensa”, afirma.
Mesmo com esta ressalva, Dallari também vê problemas na conduta do presidente do TSE.
“Ele é um juiz sério, competente, tem uma boa formação jurídica, sem dúvida. Eu não gosto é do comportamento dele. Ele poderia ser mais discreto ou mais contido, porque esse comportamento errático dele acaba gerando mesmo alguma cogitação de suspeição.”
Leia a matéria completa em

PT: Um partido corrupto presidido por uma senadora acusada de corrupção

abril 5, 2017

Cátia Seabra assina matéria da Folha de São Paulo que informa sobre os movimentos do do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que teria convencido os integrantes de sua corrente, a CNB (Construindo um Novo Brasil), a lançar a candidatura da senadora Gleisi Hoffmann (PR) para a presidência do PT.
Numa reunião que consumiu três horas, o ex-ministro Alexandre Padilha e o tesoureiro do partido, Márcio Macedo, decidiram abrir mão de suas candidaturas em favor de Gleisi.
Prevaleceu o argumento de que ela seria capaz de convencer o senador Lindbergh Farias (RJ) a desistir em nome de um acordo coletivo.
Na reunião, Lula foi escalado para a construção desse acordo. Lindbergh tem apoio da chamada esquerda petista.
Em nota, a coordenação da CNB informou que após a reunião com Lula a corrente decidiu se associar ao ex-presidente “na construção da unidade de todo o partido, indicando o nome da companheira Gleisi Hoffman, como candidata à presidência nacional do PT, a ser apresentada a todas as correntes”.
“Os Companheiros Alexandre Padilha e Márcio Macedo ratificando seu compromisso histórico com a unidade do partido retiram as respectivas candidaturas em prol da possibilidade de termos, pela primeira vez na história, uma mulher na presidência nacional do PT”, afirma a corrente majoritária do PT.
“A CNB entende que a unidade partidária é pressuposto fundamental para fortalecer e revigorar o nosso partido, para derrotar o projeto neoliberal e construir a possibilidade do Brasil voltar a ser justo, democrático e feliz com Lula Presidente em 2018”, completa a nota.
Lula passou a trabalhar abertamente por Gleisi na sexta-feira (31), após reuniões com quatro candidatos ao cargo, inclusive a senadora.
O presidente do PT, Rui Falcão, também é um dos apoiadores de ideia, sob o argumento de que é hora de haver uma mulher à frente do partido.
O nome de Gleisi surgiu depois de aberta uma disputa na CNB entre o ex-ministro Alexandre Padilha e o tesoureiro da sigla, Márcio Macedo.

TSE não vai “cassar” Michel Temer: Tudo está combinado!

abril 5, 2017

 

Procurem o que fazer: Não percam tempo com o julgamento da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral, que começa nesta terça, 04 de abril. Tudo está “dominado”, tudo está “combinado”. O julgamento vai se arrastar até o final de 2018, quando a ação perderá o objeto. Gilmar Mendes, presidente da Corte já deu o “tom”, dizendo que os julgamentos do TSE primam pelo equilíbrio e que ‘ESSE” julgamento não pode trazer instabilidade política para o país.
Mesmo tendo o Ministério Público Eleitoral denunciado a chapa Dilma/Temer de ter se utilizado de uma fortuna de R$ 112 milhões,  “oriunda” de doações ilegais, os Ministros do TSE, “escolhidos a dedo” pelos acusados,  irão ignorar a verdade dos fatos e decidir em favor do CRIME ELEITORAL
O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, negou que exista um clima de instabilidade no Planalto na véspera do início do julgamento da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Não vejo nada disso. Estou ali dentro do Palácio ao lado do presidente o tempo todo e não vejo nenhum tipo de ansiedade.
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmou que não crê na cassação de Temer. “Primeiro, eu não acredito que tenha tempo hábil. É um processo longo, demorado. Segundo, eu acho que as coisas têm que ser separadas, não acho que têm que ser julgadas em conjunto”, declarou. “Não pode me penalizar porque meu companheiro cometeu uma irregularidade, tem que ser julgado separadamente. O Brasil tem um presidente que não tem nada contra ele.”

Dilma diz que “delaçãozinha” de Odebrecht é ridícula…

abril 5, 2017

Em entrevista concedida à jornalista Mônica Bégamo do jornal Folha de São Paulo, a ex-presidente Dilma Rousseff Na véspera do início do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar a chapa eleita em 2014 e torná-la inelegível, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que que Marcelo Odebrecht “sofreu muitos tipos de pressão” para aceitar virar delator e que seus depoimentos são “uma coisa absolutamente ridícula”.
O que chama a atenção é a afirmação: “”Não venham com delaçãozinha de uma pessoa que foi submetida a uma variante de tortura, minha filha. Ou melhor, de coação”, diz.
Ela também critica a tese de que seria possível separar as contas da chapa. “Nós pagamos integralmente todas as despesas dele”, afirma, sobre o agora presidente Michel Temer.
Folha – O julgamento do TSE começa já com o parecer do procurador eleitoral Nicolau Dino, baseado nos depoimentos de delatores como Marcelo Odebrecht, dizendo que a campanha da senhora recebeu R$ 112 milhões de caixa dois em 2014.
Dilma Rousseff – Eu fico estarrecida, primeiro, com o cerceamento de defesa do qual estou sendo vítima. [Marcelo Odebrecht] está fazendo delação de acordo com seus interesses. Portanto, tudo o que ele diz pode servir de indício para investigar, mas não para condenar. O STF [Supremo Tribunal Federal, que homologou a delação do empreiteiro] nem abriu investigação [criminal] ainda. É estarrecedor que um procurador use como prova o que não é prova.
Em segundo lugar, ele faz uma soma de laranja com banana. O senhor Marcelo Odebrecht diz que R$ 50 milhões [dos R$ 112 milhões] foram doados em 2009 e faz uma relação disso com o Refis [ele diz que prometeu os recursos ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois que a Odebrecht foi beneficiada por uma medida provisória. O valor teria se transformado em crédito que só foi usado na campanha de 2014]. Ora, em 2009 eu tive um câncer e sequer era candidata a Presidência.
Além disso, terminamos a eleição de 2010 com uma dívida de R$ 10 milhões. E não usamos nada desses R$ 50 milhões para cobrir esse débito? Esses R$ 50 milhões são uma ficção, uma coisa absolutamente ridícula.

Renan Calheiros começa a “desaparecer” do cenário Político. Será “pó” em 02 anos!

abril 5, 2017

Os jornalista da Folha, Marina Dias e Bruno Boghossian informam que o  senador Renan Calheiros (PMDB-AL) convocou a bancada de seu partido e ministros da sigla para um jantar na noite desta terça-feira (4) em uma tentativa de angariar apoio e sair do isolamento no embate aberto que trava com o Palácio do Planalto.
Líder do PMDB no Senado, Renan quer levar sua pauta, crítica ao governo Michel Temer, a um ato político de peso. O objetivo é demonstrar que tem legitimidade na bancada e força para mobilizar colegas e incomodar o presidente em pautas como a reforma da Previdência.
O encontro acontecerá na casa da senadora Katia Abreu (PMDB-TO), uma das poucas que se alinha abertamente a Renan na disputa com Temer. O líder do PMDB procurou senadores e ministros ligados ao partido, como Helder Barbalho (Integração Nacional) e Dyogo Oliveira (Planejamento), para convidá-los.
Na semana passada, Renan buscou assinaturas para uma nota crítica ao projeto sobre terceirização, mas só conseguiu apoio de 8 dos 21 senadores do partido.
Acuado pela Lava Jato e com perspectivas de não se reeleger, o líder do PMDB no Senado tem feito críticas públicas à condução das reformas econômicas. Declarou, por exemplo, que a mudança na Previdência proposta pelo Planalto “pune os trabalhadores e o Nordeste”.
A ordem de Temer, por ora, é tratar os movimentos e declarações públicas de Renan com cautela. Não haverá, de acordo com auxiliares do presidente, retaliação, como a demissão de aliados.
Para o jantar, o governo destacou senadores para defender Temer e suas propostas. Nas palavras de um assessor do presidente, o governo aguarda que a próxima jogada política seja de Renan.
Convicto de que o senador tem adotado o discurso contra a reforma com pretensões eleitorais –quer reeleger seu filho governador de Alagoas e garantir um novo mandato no Congresso–, o Planalto acredita que Renan quer que Temer trabalhe para afastar concorrentes ao mandato de senador. Dois postulantes à vaga são os ministros Mauricio Quintella (Transportes) e Marx Beltrão (Turismo).
Conteúdo Folha de São Paulo

%d blogueiros gostam disto: