PROFESSOR RICARDO RABINOVICH BERKMAN- UBA ARGENTINA…

OK
COISAS QUE JAMAIS VAMOS ACEITAR
Queridos Amigas,

Vou escrever desta vez em português, já que o assunto envolve, principalmente, aos irmãos e irmãs do nobre e grande Brasil.
Já me ocupei deste assunto tempo atrás, em outra mensagem… Mas os anos se passam,  e os estudantes mudam, e chegam outras novas, assim que vale reiterar o que foi claramente falado, e até objeto dum Manifesto, surgido do Programa, e assinado por muitas pessoas, a maioria delas, certamente, alunas e docentes do Doutorado.
De nenhuma maneira vamos aceitar,  e especialmente sendo eu o humilde diretor, que se inclua nos currículos, e apresentações, o dado da “raça” ou da cor da pele da pessoa.
Primeiro, porque as pessoas não temos “raças”, senão que todas integramos a espêcie humana.
O conceito de “raça”, surgido durante o século XIX,  com intuito hegemônico de supremacia branca, é absolutamente carente de qualquer base científica,  e mostra a triste ignorância dos que o empregam, mesmo (ou mais ainda) sob a fantasia de fazê-lo, como às vezes dizem, para não discriminar (!)
Saiba-se que em toda carreira,  na Argentina, na Catalunha, onde seja,  em que este miscigenado e mestiço humano,  chamado Ricardo David Rabinovich-Berkman, que aqui vos escreve, esteja envolvido na direção, será uma religião a cegueira total, absoluta e deliberada, na hora da consideração e avaliação dos antecedentes, com relação às características físicas, assim como, ademais, às crenças, a orientação sexual, e todas as otras coisas irrelevantes.
Estou cansado, enjoado, asqueado,  de ver que me coloquem, nos currículos,  e nas apresentações, a “raça” ou cor de pele.
O fato de que no Brasil,  incrivelmente, se exija, ainda,  semelhante informação, de tipo hitleriano, não justifica nada. 
Pior, porque se vocês o aceitam,  em vez de lutar e fazer ferrenha oposição,  ingressam na categoria arendtiana (desculpem)  da banalidade do mal. 
As juristas de bem,  humanistas e seguidores dos direitos humanos, têm a obrigação de desrespeitar essa exigência perigosa,  odiosa, ridícula e contrária à dignidade das pessoas,  não podem fechar os olhos em atitude cúmplice.
No ano passado, por exemplo,  uma entidade brasileira me pediu que,  para que eu ministrasse uma palestra nela,  indicasse “raça” e “cor de pele”. 
Respondi que,  no melhor dos casos, colocaria “raça humana”,  e “pele humana”. E que, de não ser isso aceito,  não contassem comigo. E aceitaram tudo logo,  manifestando-se bastante envergonhados (razões tinham).
Para a dignidade humana,  para os direitos das pessoas,  não chega com lutar nas aulas:
DEVE LUTAR-SE NA VIDA!
 
Um fraternal abraço desde Girona,
Ricardo
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