ATENDIMENTO BÁSICO É RESPONSABILIDADE DOS MUNICÍPIOS, DIZ DIRETOR DO HOSPITAL GERAL PRADO VALADARES DE JEQUIÉ

VEJA O GRÁFICO.
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Com a descentralização das ações do Sistema Único de Saúde (SUS) é atribuída aos municípios a responsabilidade pelo atendimento básico de saúde. Os custos dos procedimentos básicos na rede primária são garantidos pelos repasses federais realizados mensalmente, mais contrapartidas estaduais e municipais.

Além desses incentivos os municípios também podem fazer ações mais complexas, dependendo de sua estrutura. “Com o Pacto pela Saúde a prefeitura recebe por aquilo que se propõe a fazer”, explica o diretor do HGPV, Gilmar Vasconcelos.

Há mais de quinze anos os hospitais, deixaram de receber verbas federais para o atendimento primário, a fim de centrar seu foco nos casos mais complexos, que não podem ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais de menor porte. “Isso significa que a porta de entrada do sistema não é o hospital, e muito menos o hospital do porte do Prado Valadares”, diz o diretor.

Gilmar Vasconcelos explica que a porta de entrada do sistema deve ser sempre uma UBS – Unidade Básica de Saúde. “Quando se trata de um caso de urgência ou pequena emergência, o paciente deveria ser levado para uma unidade de pronto atendimento, o que não existe mais em nossa cidade”, diz. Segundo ele, o sistema deveria funcionar de forma hierarquizada com fluxo bem definido, permitindo que pacientes de outras cidades sem hospital fossem atendidos em Unidades de Pronto Atendimento – UPA, em vez de serem levados diretamente ao Prado Valadares.

“Alguns municípios têm estruturado melhor seus serviços de atenção básica, mas outros acabam buscando maneiras inadequadas de atender o paciente, como oferecer o transporte para levá-lo ao hospital terciário”, diz Vasconcelos. Outras vezes, segundo o diretor, os moradores acabam se dirigindo espontaneamente ao hospital quando poderiam ser atendidos numa UBS próxima à sua casa. “O pronto atendimento do HGPV deveria ser referenciado, caso houvesse uma regulação de leitos e da Urgência em Jequié e as UPAs implantadas e em funcionamento. Enquanto isso não acontece a tendência será direcionar para o lugar certo essa demanda espontânea através de contra-referência, pois da forma que está a qualidade dos serviços fica comprometida”, explica.

O diretor do HGPV orienta que o paciente só deveria ser encaminhado ao pronto atendimento do HGPV com a garantia de que teria vaga para interná-lo em seguida ou em caso de emergência, pois da forma que funciona muitos pacientes chegam sem essa referência, ocorrendo sobrecarga na capacidade de atendimento do hospital, “o Prado Valadares possui vocação de hospital terciário e vem tentando readequar gradualmente o seu perfil de funcionamento, mas para isto as prefeituras deverão estruturar seus serviços para fazer pelo menos atendimentos básicos de saúde, pois atualmente 64% da demanda não é para hospital”, conclui. Postagem de Abdijalili Belchot.

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