Mudanças Climaticas, Muros Ambientais, & a III e IV CONFA do MMA

 Por Marco Leão Gelman

Um dos grandes objetivos para a realização das Conferências Nacionais dos Governos Lula é a A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS NACIONAIS A PARTIR DAS PROPOSTAS E NECESSIDADES FORMULADAS PELA BASE DA POPULAÇAO, em contrapartida às decisões dos quase 500 generais da época da Ditadura MIlitar pós 1964.

No bojo desta proposta existe a participação da sociedade tanto na formulação, como na execução desta Política de Governo, assim cabe à Sociedade Organizada uma grande responsabilidade, no sentido de defender seus interesses em benefício das camadas mais desprotegidas da população brasileira.

Para isso há de se ter um acompanhamento destas políticas, não só ao pé da letra, mas em termos de uma din^mica das exigências da atualidade em que são colocadas em execução, havendo por vezes necessidade de alguma modificação ou adaptação nas metas e focos, ALÉM DA TRANSPARÊNCIA E DIVULGAÇÃO.

A última III CONFERENCIA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE teve como tema as MUDANÇAS CLIMÁTICAS, e trouxe para o debate em Brasilia diferentes interesses por vezes conflitantes, como os dos produtores rurais e os defensores da proteção às áreas AMBIENTAIS.

A rigor não houve um aprofundamento dos problemas ambientais do Estado do RJ, e de seus municípios, (o que seria ideal se tivesse acontecido),verificando-se, como das I e II CONFAS, o predominio dos PPPs – Projetos Político-Pessoais, embora o corpo técnico do MMA tivesse atento, e algumas lideranças populares tivessem conteúdo técnico suficiente para a elaboração das propostas.

Verificou-se um “aparente desinteresse da classe governamental”, quando da mudança de direçao do Ministério, para as iniciativas de base, como as das CONFAS, dos Coletivos Educadores, e de outros projetos de base comunitária.

A participação social nas Políticas Nacional e Estadual de Mudanças Climáticas tem tido menor interesse por parte das instituições governamentais, apesar dos estudos técnicos terem avançado e apresentado motivos reais de preocupação apesar das posições de alguns de questionamento ao tema.

Os canais de comunicação estabelecidos, no caso do RJ, (o Debate do PLANO ESTADUAL DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS), atenderam, no entanto, em parte, ampliando a inclusão dos organismos sociais no processo.

Ocorre, que esta discussão não tem produzido o enraizamento das questões ambientais, hoje consideradas secundárias, em função da crise econômica causada pelo Capital Especulativo Não PRODUTIVO, como o GOLPE DAS PIRÂMIDES DE BERNARD MADOFF – escândalo de Wall Street, e do pagamento de BIlhões de dólares a executivos das empresas bancárias que naufragaram na crise, e que se usadas junto á população mundial carente, segundo economistas, acabariam com a miséria e a fome no planeta.

{NOTA: ACABAR COM A POBREZA E MISÉRIA É OBJETIVO NÃO DESEJADO POR ALGUNS!, com o falso argumento de que não haveria produção que pudesse aguentar as necessidades dos terráqueos – “Imagina! Só de frango o que seria necess´rio para alimentar esta população?”}
No Brasil, como no Mundo, medidas de enfrentamento da crise econômica tem sido apresentadas e empurradas goela a baixo.
Sem Discussão Técnica, ou ambiental, o PAC do governo federal está sendo brandido como ALAVANCA DE SEGURANÇA para o desenvolvimento do país, e principalmente de seu empresariado.
Serão oferecidas 1 MILHÃO DE HABITAÇÕES, sem qualquer estudo ambiental no PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA do Ministério das Cidades, sem que o conhecimento acumulado das soluções habitacionais sustentáveis seja adotado, Programa semelhante foi executado no México, Africa do Sul e Chile com impactos sociais, aumentado os índices de violência urbana, e não solucionando a questão habitacional. (CAlçadas de 50 cms – Ver EDITAL DA CAIXA ECONOMICA FEDERAL! SEM ÁRVORES E AMBIÊNCIA, SEM MEDIDAS QUE FAVOREÇAM A ECONOMIA SOLIDÁRIAE O “EMPREENDEDORISMO”!)

Criam-se bairros de periferia – verdadeiros guetos de miséria e pobreza, sem a mistura social e econômica solicitada pela moderna forma de administrar as cidades. Sem meios ou preocupação com a criação de ocupações permanentes e renda. Sem preocupação como destino das CIDADES, SEM PLANOS URBANOS!

OS MUROS DAS FAVELAS são um exemplo claro no Rio de Janeiro, – não se procura solucionar a questão habitacional, mas isolar a favela, as comunidades, sem atender às necessidades básicas das pessoas, sem serviços urbanos, em ilhas de miséria,viol^ncia e pobreza, em soluções que despertam as soluções individuais (cuidar do proprio umbigo), sem pensar em coletivas que seriam muito mais baratas, justas e perfeitas.

Enquanto isso, visando a próxima IV CONFA, já foi dada a partida para os PPP – Projetos Politico-Pessoais, visando a ascenção eleitoreira e política de alguns pretensos ambientalistas, enquanto as entidades coletivas tradicionais perdem sua liderança e representatividade, na medida em que sua coordenação se encastela, e NÃO OFERECE satisfações aos associados ou ao que seria a sua “BASE”.

Enquanto isso a NATUREZA do Planeta responde como descrito no artigo abaixo.

Marco Leão Gelman, arquiteto
CONTATO AGÊNCIA AQUARIANA
TEL-FAX: 21 2204-0133

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